Regras mudam, notas sobem, médias aumentam

Portugal/ 17 de agosto 2020/ Por: Sara R. Oliveira/ Fonte: https://www.educare.pt/

 

Médias dos exames nacionais do Secundário subiram em quase todas as disciplinas, algumas com um aumento superior a três valores. Com esta subida, as notas de entrada no Ensino Superior serão mais altas.

As médias dos exames nacionais do Ensino Secundário subiram em praticamente todas as disciplinas em relação ao ano passado, com algumas a registarem um aumento superior a três valores. O ano letivo foi atípico, o calendário de exames alterado, as datas adiadas, e as provas tiveram em atenção os constrangimentos do ensino à distância. Houve novas regras. Os alunos realizaram apenas exames às disciplinas que elegeram como provas de ingresso. Este aumento nos resultados significa que as médias de entrada no Ensino Superior vão aumentar.

A maior subida foi registada em Francês que passou de 11,3 em 2019 para 15,1 valores, ou seja, mais 3,8 valores, seguida de Alemão com 16,1 valores, mais 3,5 valores, e Geografia A com 13,6 valores, mais 3,3 em relação ao ano passado. A média mais elevada foi registada na iniciação ao Mandarim. Seis alunos realizaram a prova e conseguirem uma média de 16,9 valores. Nas disciplinas com mais de 2500 alunos inscritos para exame, foi a Inglês que os estudantes conseguiram a melhor classificação média, com 15 valores.

Na prova de Biologia e Geologia, a mais realizada este ano e importante para os alunos que querem entrar em Medicina, a média aumentou em 3,3 valores, atingindo uma classificação média de 14 valores. Em Física e Química, os alunos também conseguiram melhorar os resultados em 3,2 valores, passando de uma média de 10 valores no ano passado para os 13,2.

Português e Matemática A, duas das provas mais importantes, registaram também melhorias, não tão significativas, mais modestas. A média de Português subiu dos 11,8 para os 12 valores e a de Matemática dos 11,5 para os 13,3. Na avaliação a este exame, a Associação de Professores de Matemática referia que a prova deste ano apresentava “um grau de dificuldade semelhante ao do ano passado, respeitando as determinações oficiais comuns aos três documentos curriculares em vigor: programa e metas, aprendizagens essenciais e orientações de gestão do programa”.

Quanto à prova de Português do 12.º ano, sem conteúdos curriculares na componente obrigatória, a Associação de Professores de Português considerou o exame bem estruturado, com grau de dificuldade adequado ao ciclo de estudos, com algumas questões “que poderão ter sido objeto de dificuldade acrescida por parte dos alunos”.

Condições “especiais”

História A e História da Cultura das Artes voltaram a subir este ano, depois de em 2018 terem registado uma queda para valores negativos, registando agora uma média de 13,4 e 13,6 valores, respetivamente.

As únicas descidas registaram-se nas provas de Geometria Descritiva A com a classificação média a cair 2,3 valores e de Matemática Aplicada às Ciências Sociais que teve a única classificação média negativa: 9,5 valores, menos 1,5 em relação a 2019. Em relação a esta prova, a Associação de Professores de Matemática adiantou que havia diversos itens que exigiam uma “leitura muito atenta, raciocínio e interpretação numa variedade significativa de situação”, mas “adequados ao tipo de alunos a que a prova se destina”.

“Tendo em conta o contexto pandémico que vivemos, este ano as condições de realização do exame foram ‘especiais’, não só na forma como decorreu a preparação dos alunos como também por ter sido realizado exclusivamente como prova de acesso ao Ensino Superior”, referia a associação, acrescentando, porém, que essa prova de Matemática, a única com média negativa nos exames, apresentava “um grau de exigência e extensão adequados aos objetivos do programa”.

Este ano, os exames nacionais deixaram de ser um requisito obrigatório para a conclusão do Secundário, que contou apenas com as notas atribuídas pelos professores. O Instituto de Avaliação Educativa, responsável pela elaboração e aplicação dos exames nacionais, sublinha, em comunicado, que o facto dos alunos apenas terem feito provas às disciplinas que elegeram como provas de ingresso, justifica os resultados positivos.

As novas regras, aplicadas como medida excecional devido à pandemia da COVID-19, explicam também o menor número de inscritos, que se refletiu no menor número de provas realizadas. Uma diminuição de quase 90 mil provas.

Os exames realizaram-se em 643 escolas de todo o território nacional e nas escolas no estrangeiro com currículo Português, com 257 330 inscrições na primeira fase dos exames nacionais (menos 70 300 em relação a 2019) e 227 962 provas realizadas (menos 93 871). Biologia e Geologia, com 41 460 provas, foi a disciplina que registou um maior número de provas realizadas, seguida por Física e Química A com 39 444 provas, Português com 36 622 provas, e Matemática A com 35 724 provas. Português deixou de ser a prova mais concorrida, já que não foi obrigatória para todos os finalistas.

Fonte da noticia: 

https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=174952&langid=1

 

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