Ser criança, viver infâncias

Por: Janayna Alves Brejo

Familia Tirando Uma Self Enquanto Brinca De Patinete – Serhat Beyazkaya   Unsplash

É possível viver 120 anos, mas seremos crianças somente até os 12 anos de idade.

De repente outubro… e quem esperava ainda estar vivendo uma pandemia? Quem espera, por exemplo, ver crianças e professores(as) longe das escolas?

Por mais que a imaginação possa ir além da realidade, seria pouco provável prever o nosso cotidiano atual, tão diferente daquele de um ano atrás.

Escrevo este texto para lhe convidar a pensar no valor de aproveitar os tempos de infância, bem como na importância de curtir essa fase ao lado de nossas crianças. Tal reflexão torna-se fundamental, sobretudo, em um momento em que a vida que virou de cabeça para baixo com a chegada do Coronavírus, e que precisamos ter forças para desvira-la, a fim de continuar a nossa história…

Infância, o quanto essa fase passa “voando”. E, é curioso, mas: “pode-se chegar a viver 120 anos, mas seremos crianças somente até os 12 anos de idade” ou mais precisamente, até 12 anos incompletos conforme indica o Estatuto da Criança e do Adolescente (LEI Nº 8.069/1990). Portanto, após os 12 completos, a adolescência já bate à porta!

Isso quer dizer que a infância passa mesmo rápido! E é por isso que é fundamental aproveitar muito essa fase dos(as) pequenos(as)…

Então, seja você mãe, pai, avô, avó, tio, tia, professora, professor, padrinho ou madrinha, não importa, aproveite essa fase: conte histórias, brinque, dance, assista filmes, converse, pule, cante, seja feliz ao lado de sua criança…

Estar perto de crianças faz bem para a vida, para a alma, porque elas nos renovam as energias e nos fazem sentir vivos(as)! Esse fato se explica pelo simples motivo de elas possuírem a alegria de viver e, ao conviverem conosco, nos passam essa sensação!

Isso acontece porque as crianças nos levam a recordar o nosso tempo de infância por meio de uma palavra, de uma atitude, de um gesto de carinho e até mesmo de uma pergunta inusitada, até porque, elas querem saber tudo sobre o mundo que as rodeiam. E, com essa forma de ser, nos levam a rever nossas atitudes e comportamentos, nos fazendo refletir, principalmente, sobre os caminhos que queremos seguir na vida.

E fazem com naturalidade e sem esforço, pois falam o que pensam com espontaneidade, sem dizer mentiras, sem fingir… são realmente muito verdadeiras.

Por tudo isso é que precisamos refletir se estamos curtindo a fase “criança” de nossos(as) pequenos(as) ou se estamos deixando, simplesmente, que essa fase passe despercebida…

Certamente, uma boa opção é ler uma história, compartilhar uma narrativa, vivenciando uma outra “dimensão da solidariedade da leitura [que] é a que se desenha, não mais entre leitor e narrador, mas entre leitor e leitor, a partir da representação de situações de leitura domésticas e coletivas” (LAJOLO e ZILBERMAN, 2019, p.36). A esse respeito, lhe convido a refletir: quando seu filho, sua sobrinha, seu afilhado, sua aluna, seu neto lhes pede para: ler uma história, você lê? Para brincar, você brinca? Para assistir um filme, você assiste? Para conversar, você a escuta com atenção e responde com carinho?

Se a resposta for “não” para mais de uma dessas perguntas, talvez esteja na hora de você parar e repensar se realmente está curtindo uma das fases mais lindas de nossa existência junto a suas crianças.

Portanto, aproveite suas crianças com vontade e com o coração: no sentido de estar presente em cada momento, sejam esses tristes ou felizes, fáceis ou difíceis, divertidos ou não…

Mesmo porque, quando estamos com elas nos tornamos mais humanos, pois as pequenas coisas passam a ter mais importância, os pequenos gestos são transformados em alegria… Afinal, elas nos mostram a vida de uma forma mais leve e se prestarmos atenção nelas, viveremos nossos dias com mais leveza também!

Por isso: curta as crianças que vocês têm em casa ou até mesmo aquelas que estão longe, pois é possível fazer isso por meio digitais… Dessa forma, você também conseguirá encontrar a criança que está dentro do seu coração e, com certeza, se sentirá muito mais feliz!

Então vamos lá: conte uma história, chame para brincar, faça uma comida gostosa, converse, escute, assista um filme, faça uma chamada de vídeo… o importante é compartilhar bons sentimentos e alegrias com nossos(as) pequenos(os), enquanto ainda são pequenos(as)!

Anime-se!!!

Fonte do artigo: 

http://pensaraeducacao.com.br/pensaraeducacaoempauta/ser-crianca-viver-infancias/

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Ser criança, viver infâncias – Sarraute Educación María Magdalena

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